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5 de outubro de 2015

Lifestyle, Música

ROCK IN RIO: VOLTE DUAS CASAS E TENTE NOVAMENTE! 

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Ontem fez exatamente uma semana do encerramento da edição de 2015 de um dos maiores festivais do ano: O Rock In Rio. Esse foi o meu 2o ano de festival e ainda tenho minhas dúvidas se em 2017 estarei lá de novo (confesso que vai depender dos shows e da minha situação financeira pois, se pudesse, iria conferir os shows que seguem a rota para cidades vizinhas ao Rio).

Durante essa edição, escolhi ir em três dias: 19, 24 e 27. No primeiro dia, acredito que passei um dos maiores perrengues da minha vida. Acho que só perdi pra uma vez quando eu tinha 14 anos e tive que caminhar durante quase três horas debaixo do sol escaldante da Taíba. O acesso, não foi fácil. Pior ainda, não foi prático. Uma amiga que trabalha no Projac, que fica depois do Rock In Rio, tinha que pegar um ônibus voltando, passava pelo local do evento, até chegar no terminal, onde teria que pegar uma pulseira pra pegar o BRT e poder ir pro festival. Ufa!! Ah, ela teria que fazer isso, pois a única forma de ela conseguir voltar sem ter que andar mais de 2km era pelo BRT e só poderia entrar nele se tivesse uma pulseira que eles só davam pra quem pegava no terminal durante a ida. Moral da história: Ela tirou folga! 

A verdade é que tentaram “enfiar” o BRT nos cariocas e nos turistas (acredito eu, como estratégia para testar o transporte durante as Olimpíadas) mas não deu certo. Filas intermináveis e se você fugia dessa alternativa, tinha um longo caminho a pé depois de todo o cansaço do festival. No meu primeiro dia lembro que não tinha certeza se os dois shows incríveis que presenciei tinha valido a pena. Foi um ônibus, um BRT, outro ônibus e ainda andei durante 15 minutos na ida. Na volta andei mais de 2km, peguei um BRT e dois ônibus depois. Em 2013 peguei um ônibus para ir e dois para voltar! 

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Mas falando de show, no dia 19 foram dois inesquecíveis: The Script e Queen. Conheci The Script pelo meu house mate e saí fã da banda depois de vê-los ao vivo. Queen não tem palavras. É Queen. E Adam Lambert, a surpresa da noite, de surpresa pra mim não teve nada. Acompanhei e torci muito pro cantor durante sua passagem pelo American Idol (inclusive fiquei bem revoltada quando ele não ganhou). Pra mim, ele foi a escolha perfeita e o melhor, não tentou substituir ninguém. 

A melhor “invenção” do Rock In Rio funcionou: O fastpass. Super conhecido nos parques de diversões lá fora, o fastpass é uma maneira de evitar filas enormes. É só agendar o seu horário e passar sua pulseira em um leitor para confirmar. Simples e que deve continuar. Os brinquedos estavam beeem mais tranquilos esse ano. 

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Depois de todo o sufoco que passei no primeiro dia, fui o mais prevenida possível no dia 24. Estava com uma turma de 10 pessoas e obriguei todos a fazer e carregar o RioCard (que dava passe ao BRT). Tudo para correr o mínimo risco possível de dar errado. Por incrível que pareça a ida e a volta foram super tranquilas. Eles acabaram mudando o local de embarque do BRT e isso ajudou bastante, assim como o número de pessoas presentes nesse dia também ser bem menor. O que interessa é que a experiência foi incrível e fez com que eu tivesse vontade de voltar novamente em 2017!! 

Queens Of The Stone foi um dos melhores shows que já vi!. Nossa, que banda! Já conhecia bem de antes e escutava bastaaaante no meu Spotify. Mas o que mais me impressionei é que eles conseguiram ser bem melhores ao vivo. Parecia que tinha colocado o cd dos caras pra rolar em um sol milhões de vezes mais potente do que o que eu tenho em casa. Senti falta de algumas músicas mas nem tudo é perfeito. 

Aproveitei que não me importo muito com SOAD (sorry pra quem curte) e fui curtir a roda gigante. Já havia ido em 2013 sozinha durante a apresentação do John Mayer mas dessa vez foi diferente. Fui com o Ian e alguns amigos e só por isso já foi bem mais divertido!! Inclusive, além da roda gigante, esse ano consegui ir na tirolesa durante um preview do evento para convidados.

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Terceiro e último dia. Chuva, chuva, raios e mais chuva. Esse foi o resumo do dia 27. Mas parece que a dança do Cacique Cobra Coral fez efeito no último minuto e na metade do show do A-ha já não haviam mais vestígios de água (só muita lama). 

O transporte? Foi díficil, principalmente na volta quando já estávamos em uma fila pra entrar no ônibus às 4 horas da manhã e decidimos esperar o próximo para pegar um assento. E aí o que acontece? Um funcionário mal educado diz que se quisermos ir que fosse em pé, senão teríamos que ir para uma fila gigantesca pois não iriam mais parar ônibus onde estávamos (e que estava parando antes). Para ir confortável em um ônibus que te deixa e para do lado do evento custava R$70,00. Aí você se pergunta por que ficamos sem opção de transporte público decente ou acesso se pagamos caro em nossos ingressos. Acredito na estratégia para optarmos no ônibus Primeira Classe. Mas a verdade é que nem sempre dá pra pagar quase R$200,00 (meia-entrada) no ingresso de um dia mais um ônibus desse para cada dia que você vai ao festival. E é isso que eu acho que falta, compaixão com o público. Afinal, se você não é artista ou VIP (literalmente), você vai passar perrengue. 

E aí que acabou. A-ha incrível, lindos e fazendo eu relembrar minha infância enquanto meus pais escutavam várias das músicas que eles tocaram. Katy Perry, nem se fala.. Um espetáculo a parte. Sim, pela TV foi sofrido (assisti alguns dias depois) mas ao vivo foi perfeito do começo ao fim. 

 
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FOTOS: I HATE FLASH E ARQUIVO PESSOAL 

No final das contas, o Rock In Rio vale o ingresso mas ainda tem muito o que melhorar, principalmente no que diz respeito ao tratamento com o público. Houve falta de água, assaltos, tumulto nos banheiros, sem falar nessa velha mania de só vender cerveja. Porém é um festival com porte internacional, melhor do que muitos gringos por aí e que eu admiro muito e curto muito. Se eu vou em 2017? Não sei. Já vou ter 30 anos daqui pra lá e talvez esteja me sentindo muito velha pra sufocos. Mas não muito velha pra bons shows!! Vai que o mundo dá voltas e eu viro “a very important person”? Não custa sonhar! :)